quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Pais deixam filha morrer enquanto rezam
Os pais da menina de onze anos, que morreu em Março de 2008 devido à falta de assistência médica, foram agora condenados a seis meses de cadeia.
De acordo com a Sky News, Madeline Neumann morreu em casa, no chão, enquanto os pais, Dale e Leilani, a rodeavam de membros de um grupo de oração. Um dos elementos do grupo só chamou o número nacional de emergência quando a menina deixou de respirar.
A criança, que acabou por morrer de uma forma de diabetes não diagnosticada, mas tratável, estava demasiada fraca e já não conseguia comer, beber, falar ou andar. Os pais foram acusados de negligência por terem ignorado os diversos sinais da doença.
Os pais, que vivem no Wisconsin, nos EUA, poderiam ter sido condenados a uma pena de até 25 anos, mas acabaram por ser sentenciados a seis meses de cadeia cada, pelo crime de homicídio por negligência em segundo grau.
Vincent Howard, juiz que presidiu à sessão de julgamento, retratou os pais de Madeline como "muito boas pessoas a tomar conta da sua família, que tomaram uma má decisão, uma decisão muito negligente".
Segundo o juiz, a pena de seis meses de prisão vai permitir aos pais de Madeline "tempo para pensar" no que fizeram. "Ás vezes Deus trabalha a partir de outras pessoas, médicos por exemplo", disse o magistrado.
Em entrevistas policiais, Leilani Neumann declara que não se arrepende de "confiar totalmente em Deus" no que diz respeito à saúde da filha. "Sabíamos que ela tinha uma doença fatal? Não. Actuamos de acordo com aquilo que achamos ser melhor? Sim".
In Jornal de Notícias
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Filhos e enteados de Deus
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Ferreira Torres pode ser candidato à Câmara de Marco de Canaveses
O Tribunal Constitucional deu hoje, quarta-feira, provimento ao recurso interposto pelo candidato independente à Câmara Municipal de Marco de Canaveses Avelino Ferreira Torres à decisão do Tribunal local que havia 'chumbado' a sua candidatura. Segundo disse à Lusa uma fonte do Tribunal Constitucional, a decisão foi tomada por oito votos a favor e quatro votos contra. O Tribunal de Marco de Canaveses tinha 'chumbado' a candidatura de Avelino Ferreira Torres à Câmara local, dando provimento ao pedido nesse sentido apresentado pela concelhia do PS. Na decisão tomada a 03 de Setembro, o tribunal considerou o candidato "inelegível", dando razão aos argumentos da concelhia, que defendia que a confirmação, pelo Tribunal Constitucional, da sentença de perda de mandato atribuída a Ferreira Torres o impossibilita de se recandidatar à autarquia. Avelino Ferreira Torres recorreu, então, na sentença para o Tribunal Constitucional que deu hoje provimento ao seu recurso. In "Jornal de Notícias" |
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
PASMEM!!!! Limpeza do Condomínio????
Oferta de Emprego
Profissão Pretendida
Profissão: ASSISTENTE DENTÁRIO (M/F)
Número de Postos: 1
Local Trabalho
Freguesia(s): SANTO ILDEFONSO;
Habilitações escolares
Habilitações Mínimas: 12º Ano
Horário Trabalho
Horário: 40/H SEMANA INCLUINDO SABADO
Condições
Conhecimentos Profissionais: PARA EFECTUAR RECEPÇÃO, ATENDIMENTO DE TELEFONES, ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAL, MARCAÇÃO DE CONSULTAS, LIMPEZA DO CONDOMINIO. PRETENDEM UMA PESSOA COM BOA APRESENTAÇÃO, COMUNICATIVA, SIMPÁTICA, PRO-ACTIVA, DINÂMICA, MOTIVADA PARA O TRABALHO.
Outros Dados
Tipo de Contrato Oferecido: Permanente
Trabalho a Tempo: Completo
Remuneração oferecida: 508 Euro
Subsídio de Refeição: 3
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Amanhã, Dia da Vergonha

Nada que eu deseje lembrar no dia...mas que não podemos esquecer também.
Abomino actos cobardes. O mesmo ódio que devoto a gente anónima, cobarde, de cara tapada, facciosos, radicais, cheios de idéias fixas e palas nos olhinhos que não deixam pensar que há mundo para os lados. As guerras santas começaram assim, as religiões seguem-lhes as pisadas e as políticas fazem disto o seu ganha pão.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Casos de violência doméstica registados pela PSP aumentaram
As denúncias de violência doméstica registadas no ano passado pela PSP aumentaram 35 por cento devido à maior confiança das vítimas nas forças de segurança e à menor vergonha em expor casos do foro íntimo. "Actualmente as vítimas de violência doméstica denunciam a agressão com mais facilidade, pelo que os números não representam um aumento de casos", disse à Agência Lusa a subcomissária Jesuína, que até há bem pouco tempo tratava destes casos na Divisão de Investigação Criminal da PSP. Segundo os últimos dados da Polícia de Segurança Pública (PSP), o número de casos de violência doméstica tem subido nos últimos três anos, tendo sido registados 17.647 processos em 2008, mais 4.597 que no ano anterior. Porém, no entender da oficial, "não há um aumento do crime, mas um maior número de denúncias resultante de um maior à-vontade das vítimas", na sua grande maioria mulheres entre os 20 e os 40 anos. Um maior conhecimento e divulgação e uma constante chamada de atenção da opinião pública para este tipo de crimes ajudam as vítimas a denunciar os seus agressores. "As mulheres são as grandes vítimas de violência doméstica, estando a grande maioria das vezes associada a agressões físicas, injúrias e ameaças", disse a subcomissária, acrescentando que a utilização das armas neste tipo de crimes não é muito significativa. Contudo, e apesar do aumento das denúncias, ressalva, "este crime ainda tem muitas cifras negras e continua a ser muito escondido pelas vítimas". Há três anos que a PSP dispõe de salas específicas para atender vítimas, nomeadamente de violência doméstica, que são acompanhadas por Equipas de Prevenção de Apoio à Vítima (EPAV), existentes em todo o país. As salas são locais de apoio e de atendimento às vítimas de crimes e direccionadas prioritariamente para a violência familiar, vítimas de crimes violentos e deficientes. Estas equipas constituem a primeira linha de intervenção, atendimento, acompanhamento, apoio e encaminhamento das vítimas. "Nota-se que as vítimas sentem mais segurança e confiança nas forças de seguranças e têm menos vergonha de contarem uma situação do foro privado às entidades públicas", afirma a policial. E, na sua opinião, a confiança nas forças de segurança "está directamente ligada à formação dos profissionais e ao trabalho que tem sido feito no terreno, nomeadamente pelas EPAV". Simultaneamente à intervenção das EPAV, as equipas de investigação criminal da PSP recolhem os meios de prova e questionam testemunhas, nomeadamente a vizinhança junto à residência do agressor e da vítima. Na sequência do atendimento policial, as vítimas são encaminhadas para instituições/entidades de apoio adequadas e competentes, na área da Saúde (psicologia, hospitais, Instituto de Medicina Legal) e da Segurança Social. Além das destas equipas, a PSP dispõe também do Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPB) em 112 das suas esquadras. Foram formados cerca de 1.800 elementos no curso de Policiamento de Proximidade, onde aprendem a lidar com crimes sexuais, delinquência juvenil em contextos de risco, violência doméstica, violência juvenil e vitimação e grupos de risco. Os dados da PSP revelam que em 2006 deram entrada 11.683 processos de violência doméstica, em 2007 aumentaram para 13.050 e o ano passado subiram para 17.647. |
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Homossexuais não podem dar sangue no Santo António
Hospital cumpre directiva do Ministério, mas a ministradiz que orientação sexual não é causa para negar doação 00h30mCARLA SOFIA LUZ Os homossexuais estão impedidos de dar sangue no Hospital de Santo António, no Porto. O presidente da Administração do Centro Hospitalar do Porto garante que apenas está a cumprir a directiva do Ministério da Saúde. Pedro Esteves admite que, tecnicamente, deviam ser avaliados os comportamentos de risco e não a orientação sexual, mas garante que a recusa de doações de homossexuais por parte daquela unidade responde a uma "orientação do Ministério da Saúde, que está a ser revista". No entanto, a ministra Ana Jorge imputa a "responsabilidade" para o serviço de Hematologia do hospital, sublinhando que a orientação sexual do dador não é causa para recusar uma doação de sangue. "Não é a homossexualidade que é a causa para não poder dar sangue. Em função da segurança de quem precisa de ter sangue, são analisados os comportamentos de risco e não por ser homossexual ou heterossexual. Os heterossexuais também têm comportamentos de risco e essas pessoas não podem dar sangue. No inquérito que é feito e quando se fala com um previsível dador de sangue são analisados os comportamentos de risco", afirmou, ontem, a governante na visita ao Hospital de Santo António, confrontada com a manifestação de um grupo de jovens contra uma atitude que consideram discriminatória. André Relvas, um dos manifestantes, lamenta que um homem seja automaticamente excluído de dar sangue por ter tido relações sexuais com outro homem e apela à ministra Ana Jorge que altere esta restrição. "Somos discriminados", afirma, certo de que devia questionar-se o potencial dador sobre o comportamento sexual e não sobre a sua orientação. E, no inquérito do Hospital de Santo António, é perguntado, entre outras matérias, aos potenciais dadores se têm vários parceiros sexuais e se frequenta ou exerce prostituição para avaliar comportamentos de risco. No entanto, há também uma questão específica para os homens na alínea 12: "Alguma vez teve relações sexuais com outro homem?". André Relvas afiança que a resposta positiva a essa pergunta leva à rejeição imediata do candidato. Em comunicado, o Serviço de Hematologia do Hospital de Santo António esclareceu que, para garantir a qualidade do sangue, foi adoptada a "eliminação dos dadores homossexuais masculinos e de heterossexuais com comportamentos de risco", tendo por fundamento os "estudos que revelam um maior risco de transmissão de VIH nestes grupos" e a recomendação do Instituto Português de Sangue. Embora todas as dádivas de sangue sejam testadas para o vírus da sida e outros vírus, existe um "período de janela" (incubação) de um mês em que "não é seguro o resultado negativo do teste", considerando, então, que se justifica "maior rigor na selecção prévia do dador". In "Jornal de Notícias" |
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Empresários mais ricos estão mais pobres
De acordo com a revista Exame, a fortuna do homem mais rico de Portugal caiu 35 por cento, para os dois mil milhões de euros, tendo sido prejudicado pelo desempenho dos investimentos na área financeira, agravada pela crise internacional.
A segunda maior queda foi protagonizada pelo investidor madeirense Joe Berardo, cuja fortuna registou uma queda de quase 30 por cento, para os 618 milhões de euros, resultado sobretudo da desvalorização das suas acções no BCP.
Nem o presidente do conselho de administração do grupo Sonae, Belmiro de Azevedo, ficou imune à crise generalizada, tendo a sua fortuna caído este ano 16,5 por cento, para 1,4 mil milhões de euros.
Segundo a revista Exame, em dois anos, o empresário nortenho perdeu metade da sua riqueza, que, em 2007, atingia os três mil milhões de euros, o que lhe dava a liderança da tabela dos mais ricos.
Segundo a Exame, as 25 grandes fortunas em Portugal caíram 8,5 por cento em 2009, para os 17,7 mil milhões de euros, uma quebra que se regista pelo segundo ano consecutivo.
Entre 2004 a 2007, o valor das fortunas esteve sempre em sentido ascendente, atingindo o seu valor mais alto em 2007.
A tendência de quebra iniciou-se em 2008, com os 25 mais ricos a valerem 19 mil milhões, caindo agora para os 17,7 mil milhões, representando 10,7 por cento do Produto Interno Bruto português.
In "Jornal de Notícias"
terça-feira, 23 de junho de 2009
Ronaldo: cláusula de mil milhões
A cláusula de rescisão inscrita no contrato do futebolista internacional português Cristiano Ronaldo com o Real Madrid vai ser de mil milhões de euros, noticia o diário desportivo espanhol Marca.
(...)"A cifra dá calafrios. Com ela, Florentino Perez [presidente do Real Madrid] quer evitar que alguns clubes, durante os seis anos de contrato, tenham a tentação de levar o jogador pagando a rescisão", diz a Marca.
O jornal acrescenta que o presidente do clube está convicto de que o valor de Cristiano Ronaldo vai aumentar e lembra que o Manchester City ofereceu 68 milhões pelo então número 7 do vizinho United.
"Com esta cláusula antixeque árabe, Florentino blinda a sua grande estrela aos cantos de sereia dos petro-dólares", acrescenta a Marca.
(...)Entre outras coisas, o valor cobre três vezes o orçamento da Ferrari, é igual à soma dos cinco maiores orçamentos de clubes espanhóis de futebol (Real Madrid, FC Barcelona, Sevilha, Atlético de Madrid e Villarreal), dava para as últimas 66 contratações do Real Madrid e é 12 vezes superior aos ganhos de carreira do golfista Tiger Woods.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Bebé de 11 meses morreu esquecido no carro do pai
Foi a mãe que descobriu a filha, já morta, no carro do marido, cerca das 17 horas da tarde, após um dia ao sol.
Um bebé de 11 meses morreu de desidratação depois de ter ficado várias horas esquecido no carro do pai. O pai do bebé, engenheiro de profissão, foi para o trabalho e esqueceu-se de deixar a filha, Britt, na creche.
Segundo o jornal flamengo “Het Laatste Nieuws”, a criança terá falecido no passado dia 18, perto de Louvain, cerca de 30 quilómetros a este de Bruxelas, na Bélgica.
O bebé terá ficado todo o dia no carro, um veículo de todo-o-terreno de vidros fumados. A criança morreu de “calor e desidratação”, explica o Het Laatste Nieuws, precisando que, no dia 18, a temperatura no centro da Bélgica rondou os 21 graus.
Foi a mãe que descobriu a menina, morta e esquecida no carro. Antes de ir buscar a criança à creche, tinha por hábito passar no trabalho do marido para levar a cadeira de bebé do carro pai, no parque do estacionamento do local de trabalho do homem, na zona industrial de Haasrode.
Foi só por volta das 17 horas que a mãe descobriu o corpo da filha. Era demasiado tarde para os serviços de socorro tentarem reanimar a menina. “Um carro deixado ao sol fica a ferver. A combinação de calor e falta de água é fatal”, explicou o médico Luc Beaucourt ao Het Laatste Nieuws.
A informação foi confirmada à Agência France Press por uma fonte do parque de estacionamento onde a criança morreu.
In "Jornal de Notícias"
sábado, 6 de junho de 2009
Incêndio em creche mata 35 crianças no México 11h28m
11h28m
Pelo menos 35 crianças morreram queimadas num incêndio numa creche, no Estado mexicano de Sonora. As chamas tiveram início num armazém de pneus próximo.
"Continuam a tirar cadáveres" da creche na capital do Estado, Hermosillo, declarou o porta-voz do Ministério Público local, José Larrinaga, que não soube dizer quais as causas do incêndio.
Pelo menos uma dúzia de crianças foi hospitalizada com sintomas de intoxicação, adianta a imprensa local.
As chamas eclodiram num armazém de pneus da vizinhança, acrescenta a imprensa, que adianta que pelo menos 176 crianças estavam na creche da Segurança Social.
O Estado de Sonora faz fronteira com os Estados Unidos.
In "Jornal de Notícias"
terça-feira, 2 de junho de 2009
Saúde Receitas trancadas roubam remédios grátis a doentes
Nos seus 82 anos, António Felipe cumpre um antigo ritual, subindo a Rua do Salitre, em Lisboa, para ir à Farmácia Nacional aviar uma pasta repleta de receitas. Mas, ontem, no dia em que entrou em vigor a comparticipação a 100% dos genéricos para os pensionistas com pensões abaixo do salário mínimo, António não pôde beneficiar da medida.
Apesar da pensão não ir além dos 399,66 euros - o que faz dele um beneficiário elegível -, a sua médica não prescreve genéricos para a grande maioria dos medicamentos que ele e a mulher necessitam. "Acho que a minha médica não me passa esses genéricos, pois não?", questiona, procurando a confirmação da farmacêutica. A directora adjunta da farmácia reitera que, de facto, "a médica tranca as receitas". Tal significa que o doente não pode beneficiar de uma medida que faz com que os pensionistas naquelas condições possam aceder de graça aos medicamentos para os quais existem genéricos. Em vez disso, António preparava-se para ali deixar mais de 150 euros. Mas, apesar de lhe custar gastar tanto, "tenho confiança na minha médica e ela é que sabe", diz.
Tal como António, e segundo constatou o DN junto de várias farmácias, muitos outros pensionistas não puderam ter genéricos gratuitos por os médicos terem bloqueado a receita.
Uma situação que para o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, faz parte das "regras do jogo", mas que deve ser alterada gradualmente. Já o bastonário dos Médicos diz que "é a confiança entre o médico e o doente que deve prevalecer" (Ver caixa).
O caso de António é comum ao de Leonor Santos, 71 anos, pensionista isenta, que ouviu as notícias na TV e espera ir aviar as receitas ali na Rua de São José. " Tenho várias para aviar, mas não sei se terei direito, porque é muito raro a médica passar-me medicamentos genéricos", lamenta Leonor, que paga mais de 100 euros mensais com medicamentos.
Casos idênticos são confirmados ao DN por vários farmacêuticos, que apontam uma variedade enorme de situações. "Há de tudo, desde o médico que não permite a troca pela substância activa, ao que deixa o critério ao doente e este prefere o medicamento de marca ao genérico", explica Ana Cristóvão, da Farmácia Grincho, na Parede, que ontem, até às 13.30, só tinha aviado quatro receitas grátis.
Apesar daquelas situações, o primeiro dia de vigência do custo zero para os pensionistas pobres, que pode abranger 1 milhão de pessoas, decorreu sem complicações, com a esmagadora maioria das farmácias preparadas do ponto de vista tecnológico. "Só até as 13 horas, aviámos 40 receitas a doentes que não pagaram nada", disse ao DN a directora técnica da Farmácia das Areias, em S.João do Estoril. Fernanda Pais explica que a actualização do software estava feita desde a meia-noite pelo Sifarma, um programa usado pelos associados da Associação Nacional das Farmácias (ANF) e que "assim que se colocam os dados do cartão de utente no computador, já aparecem os zeros no lugar do valor a pagar". A mesma sorte não teve Celeste Branco, 77 anos, que, por um erro da sua médica - que se esqueceu de indicar a situação de pensionista isenta na receita- , não beneficiou da gratuituidade do genérico para a hipertensão.
Nem todas as farmácias registaram adesão à novidade. É o caso da farmácia Morais Sarmento, cuja proprietária, disse não ter atendido até meio da tarde um único pensionista naquelas condições. "A maior afluência é por volta dos dias 20 e 22 de cada mês, que é quando recebem as pensões", explicou Helena Pedro.
por CARLA AGUIARHoje DN
Recibos verdes: Números oficiais abrem polémica Ontem
"Só na administração central houve uma diminuição de 30 por cento do número de trabalhadores a recibo verde desde 2005", disse ontem o secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, sublinhando que foram abertos concursos para integrar estes funcionários.
José Abraão, dirigente do SINTAP (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública), questiona-se sobre o destino destes trabalhadores: "Queríamos saber que destino foi dado a esses trabalhadores, se ficaram no desemprego ou se entraram no quadro de pessoal da administração pública".
O secretário de Estado da Administração Pública explicou, por seu lado, que os concursos "não fazem discriminação" entre os candidatos que estavam a recibos verdes e os outros.
Admite que existem situações que infringem a lei, mas sublinhou que tanto o Estado como as autarquias "têm feito um esforço muito sério" para fazer cumprir a legislação.
"Há uma norma que obriga os serviços a abrir concurso desde que sejam diagnosticadas situações de falsos recibos verdes [que cumprem horário e asseguram necessidades permanentes]", adiantou.
Para José Abraão, o "Governo não está a fazer o suficiente", pedindo mais concursos e "auditorias para fazer cumprir a lei".
O sindicalista referiu que em alguns sectores, nomeadamente nas autarquias, cresceu o número de trabalhadores a recibo verde por causa da transferência de competências da administração central, como por exemplo as actividades extra-curriculares na escola.
In "Jornal de Notícias"
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Palmadas na Rússia seriam "crime em Portugal"
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social manifestou-se incomodado com as imagens que mostram a menina russa Alexandra a levar palmadas da mãe.
"O que nós vimos corresponde, na nossa moldura penal, a um crime", afirmou Vieira da Silva, referindo-se às imagens gravadas por uma televisão russa que mostraram a mãe biológica, a quem a justiça portuguesa entregou Alexandra, a dar palmadas e a empurrar a menina de seis anos.
O ministro falava aos jornalistas à margem do seminário "Aprendizagem ao longo de 25 anos - percursos e qualificações em alternativa", a decorrer na Exponor, em Matosinhos.
"Em Portugal, os pais que exercem aquele tipo de violência numa criança cometem um crime, mas temos de ter uma cautela muito grande na forma como nos pronunciamos sobre as decisões das instâncias que têm responsabilidade no nosso país", sublinhou Vieira da Silva.
Em seu entender, "retirar ou colocar uma criança fora ou dentro do seu meio familiar é uma decisão de extrema gravidade, não se faz com leviandade e é por isso que ela é atribuída aos tribunais em Portugal".
"Não é para me escudar, mas penso que decisões tão críticas como as de colocar ou retirar crianças da sua família são decisões que exigem uma forte informação de natureza social, mas também um poder de decisão que em Portugal compete aos tribunais", acrescentou.
A menina, de seis anos e filha de uma imigrante russa, estava à guarda de uma família de Barcelos há quatro anos, mas uma decisão do Tribunal da Relação de Guimarães, confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça, entregou-a à mãe biológica.
O pai, um imigrante ucraniano, vive actualmente em Espanha.
Na semana passada, a criança, que fala apenas português, passou a viver com a mãe e a avó numa cidade russa, a 350 quilómetros de Moscovo.
In "Jornal de Notícias"
terça-feira, 19 de maio de 2009
Gritos e lágrimas na entrega de menina à mãe biológica
Alexandra estava à guarda de uma família de acolhimento há cinco anos e foi entregue ontem à mãe biológica, dando sequência a uma decisão judicial de 2008. A criança foi levada, de manhã, para a porta da Segurança Social, onde era aguardada por membros da família de acolhimento e muitos populares. A partir daí, o ambiente intensificou-se, com a menina, de ascendência russa, mas nascida em Braga, a recusar sair do carro, chorando e dizendo que não queria ir com a mãe biológica.
Entre o choro da criança e os gritos da família e populares, foi necessária a intervenção de uma técnica da Segurança Social para tentar acalmar a menor. A isto, junte-se o facto de a família de acolhimento se ter recusado a entregar a menina, pedindo para que a mãe biológica a fosse buscar ao carro. Quando Alexandra foi retirada do veículo, dezenas de populares amontoaram-se e tentaram impedir que fosse entregue. A criança acabou por entrar acompanhada da família de acolhimento. As condições em que se deu a entrega da criança foram muito criticadas pelos advogados das duas partes. João Araújo, representante da família de acolhimento, lamenta que o processo não tenha sido mais salvaguardado, para proteger a criança, e adianta que pediu a presença da Polícia.
A criança e a mãe biológica viajaram para Lisboa, ontem, na companhia de um representante do Consulado russo. Amanhã, embarcam para o Rússia, onde vão viver com a avó da criança, a 300 quilómetros de Moscovo. A família de acolhimento exige que a Embaixada portuguesa continue a acompanhar a criança, que apenas fala Português. O Consulado russo garante que o processo continuará a ser acompanhado pelos serviços sociais daquele país. A criança tinha sido entregue a João Pinheiro e Florinda Vieira, de Barcelos, pela mãe biológica, há cinco anos. Os problemas de alcoolismo e prostituição que afectariam a cidadã russa levaram-na a alegar incapacidade para a criar . O pai de acolhimento não se conforma com a decisão: "Se um animal é abandonado, a pessoa vai presa; se uma criança é abandonada, não acontece nada e até é premiada?".
"Agora, pouco ou nada há a fazer"
Paulo Almeida, jurista especializado em Direito de Família e com experiência na área da adopção, não tem dúvidas: "O objectivo era não deixar a menina sair. Creio que o advogado tentou protelar essa decisão, mas não conseguiu. Agora, pouco ou nada há a fazer". O advogado tem uma visão particular sobre este caso: "Mesmo que haja uma decisão em contrário na Justiça portuguesa, nunca o Estado russo a irá cumprir. Por isso é que digo que o fundamental era não deixar sair a criança". Já Mário Albuquerque, professor na área da Psicologia, fica mais preocupado com o futuro da criança.
"A adaptação não será fácil. Um país novo, uma língua desconhecida e completamente desenraizada não são, propriamente, os melhores motivos de integração da menina". Mário Albuquerque não quer entrar em questões judiciais: "Em termos psicológicos, acho que vão ficar sequelas, se não existir acompanhamento". O especialista é da opinião de que, "em casos como este, deveria haver um período transitório, seja para melhor adaptação da família biológica seja para uma preparação da menor".
O advogado Paulo Almeida fala em decisões que "demonstram falta de bom senso", embora salvaguarde não saber se foi o caso. Até porque os juízes têm sempre "todos os dados na mesa e tentam tomar as melhores decisões que, nestes casos, podem não ser definitivas, até porque há variáveis que podem mudar com o tempo".
In "Jornal de Notícias"
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Oito crianças esfomeadas e violentadas por um casal de "iluminados" na França
Um casal muçulmano de "iluminados" afirmando agir em nome da religião foi detido em França por ter violentado e feito passar fome a oito dos seus filhos, nomeadamente um adolescente com apenas 22 quilogramas.
"Temos um iluminado, com um funcionamento que se assemelha ao de uma seita", explicou o procurador a quem foi confiado o processo em Perpignan (sul), Jean-Pierre Dréno, para qualificar o pai de família, precisando que a mãe partilhava as mesmas ideias.
"Isto vai muito para lá da prática religiosa rigorosa", acrescentou, rejeitando qualquer associação entre estas sevícias e a religião muçulmana.
As crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 17 anos, foram descobertas na casa do casal no sábado durante uma inspecção, depois de um deles, uma rapaz de 13 anos, que não pesava mais de 32 quilogramas para os seus 1,65 metros, ter sido visto a vasculhar caixotes do lixo à procura de alimentos em Banyuls-sur-Mer (sul).
"O adolescente, a tremer de frio, com vestígios de sangue na face, pés descalços, com frieiras, de uma magreza extrema, explicou que acabava de sofrer um castigo porque tinha roubado um punhado de açúcar em pó", indicou o procurador.
A mãe tinha-lhe batido com um pau. Duas das irmãs de 13 anos e meio e de 15 foram encontradas num estado igualmente lamentável, não pesando mais do que 22 quilogramas.
O pai de família de 49 anos, um vendedor ambulante de origem marroquina, e a mulher de origem eslava convertida ao Islão e mais velha um ano, afirmavam querer educar os filhos no estrito respeito da religião.
A família vivia na pobreza, "em autarcia, sem relação com os vizinhos", numa habitação social onde os investigadores não encontraram provisões de alimentos, segundo o procurador.
Os vizinhos falam de uma família "discreta" e dizem não ter suspeitado de nada.
"Eram pessoas fechadas consigo mesmas. Ele não dizia bom dia, ela era muito magra, branca, sem dentes..", declarou uma vizinha, Evelyne Galia.
Os pais explicaram que praticavam escrupulosamente a sua religião e achavam que se impunha um regime alimentar muito severo", precisou o magistrado. E quando as regras ditadas pelo chefe de família não eram respeitadas, avançavam os castigos corporais.
O pai explicou que o filho foi castigado porque precisava de ser reeducado por "ter o hábito de mentir". O facto de ter emagrecido era aliás "um bom sinal". Isso queria dizer que efectivamente lhe foi tirada a mentira que estava nele", acrescentou.
As mais velhas estudavam por correspondência "sob o controlo da mãe" em casa. Os pais tinham-nas tirado do colégio, recusando submeter-se à proibição em França do uso do véu na escola pública.
Este pai de família "diz o que lhe vem à cabeça", reagiu o instituto muçulmano da Mesquita de Paris. Lembrou que as crianças são dispensados do Ramadão, assim como os idosos e as mulheres grávidas.
Três dos oitos filhos que vivem no domicilio familiar, os mais magros, foram hospitalizados e os outros colocados num lar de acolhimento. Foi pedida uma perícia médico-psicológica para todas as crianças.
Um nono filho do casal, maior de idade, já não morava com os pais.
IN "Jornal de Notícias"
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Justiça pede meio milhão em custas às famílias das vítimas de Entre-os-Rios
In Jornal de Notícias
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Itália Sismo:
08.04.2009 - 09h18 Agências
O primeiro-ministro italiano voltou às declarações polémicas. Referindo-se às vítimas do sismo que na passada segunda-feira abalou a região centro de Itália e aos milhares de desalojados que estão provisoriamente acomodados em tendas, Silvio Berlusconi disse para encararem a situação como "um fim-de-semana no parque de campismo".
“Não lhes falta nada. Têm cuidados médicos, comida quente... Claro que o actual lugar de abrigo é provisório, mas há que encarar a situação como um fim-de-semana no parque de campismo”, respondeu Berlusconi à cadeia de televisão alemã N-TV.
O sismo já provocou pelo menos 272 mortos, entre os quais 16 crianças, segundo o mais recente balanço divulgado hoje pela Protecção Civil, citada pela agência Ansa.
O número de feridos é de cerca de mil) enquanto o total de pessoas desalojadas é já superior a 28 mil, de acordo com a agência italiana Ansa
Berlusconi prometeu ontem a reconstrução da região afectada pelo abalo. Depois de visitar a cidade de L'Aquila, comprometeu-se com as vítimas, anunciando a constituição de "fundos para garantir às vítimas hipotecas com taxas de juro mais baixas" e a determinação do Executivo em "proporcionar todos os recursos necessários" a uma população acossada pela crise financeira e pela Natureza, com a ajuda de todos os particulares que entretanto se mobilizaram.
O primeiro-ministro renunciou, porém, visitar pessoalmente as áreas mais atingidas da cidade de L'Aquila, ao contrário do que tinha anunciado anteriormente.
O Papa Bento XVI anunciou entretanto que se deslocará "assim que possível" ao local da catástrofe, informa a agência AFP.
Notícia actualizada às 19 e 41 in "PÚBLICO.PT"
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Mal respira mas tem de ir trabalhar 00h30m MARIA CLÁUDIA MONTEIRO
Cansa-se com facilidade, não consegue pegar em pesos e os dias começam invariavelmente com uma batalha surda com ar que teima em não entrar nos pulmões. Razões para a baixa atestada pela médica de família, mas dificultada pela decisão da junta médica a que compareceu no início de Março.
Segundo os médicos da comissão de avaliação, Rodrigo Pinto, de 60 anos, morador em Rio Tinto, Gondomar, pode continuar em casa, sem trabalhar, mas por se encontrar com a situação clínica estabilizada não continuará a receber o subsídio de doença. Uma decisão mantida pela comissão de reavaliação, a que compareceu na última sexta-feira.
De acordo com as informações prestadas pela Coordenação Médica, e cedidas ao JN pelo Instituto da Segurança Social (ISS), a decisão baseou-se no questionário clínico feito a Rodrigo Pinto, no exame efectuado durante a junta médica e ainda na declaração do Hospital de S. João, segundo a qual "o doente apresenta-se em seguimento regular na consulta de Pneumologia com estabilidade clínica sob terapêutica".
"Qualquer pessoa percebe a minha dificuldade em respirar", indigna-se Rodrigo Pinto. "A médica só me auscultou e disse logo que estava bom", explicou. "Deve ter sido milagre", ironiza.
Perante a manutenção da suspensão do subsídio, Rodrigo decidiu voltar ao serviço na próxima segunda-feira. "E seja o que Deus quiser", diz baixinho. "É que sou um picheleiro dos baratos... Daqueles que fazem todo o tipo de serviço, quer faça chuva ou sol", contou, numa voz ofegante como se acabasse de subir um lanço de escadas. "Não posso ficar em casa sem os 350 euros de subsídio... Só em medicamentos gasto 70 euros por mês", disse. De acordo com o ISS, Rodrigo Pinto poderá vir a beneficiar de outras prestações sociais, como o Rendimento Social de Inserção. Mas para já, o picheleiro nem quer ouvir falar dessa possibilidade. Alimenta ainda a esperança de que o resultado dos exames, entretanto marcados pelo Hospital de S. João, justifiquem uma nova baixa remunerada.
Ninguém explicou de viva voz as possibilidades que Rodrigo Pinto tem para se manter em casa, beneficiando de alguma outra prestação social. E, na dúvida, o picheleiro regressa ao trabalho. "Eles ganham sempre", queixa-se.
In "Jornal de Notícias"
quarta-feira, 25 de março de 2009
Economia rss Lucros dos bancos caíram para dois mil milhões de euros
O decréscimo, de 1uase 17%, representa uma descida do volume de lucros para 2,05 mil milhões de euros, face a igual período do ano anterior, anunciou a Associação Portuguesa de Bancos (APB).
"Os resultados líquidos espelham os indicadores de rendibilidade, tendo sido fortemente penalizados pelo volume excepcional de dotações para provisões e pelo reconhecimento de imparidades (perdas potenciais) nas carteiras de títulos e do crédito", justifica a APB.
O rácio que mede a rentabilidade dos activos (ROA) situou-se em 0,51 por cento em 2008, enquanto o rácio que mede a rentabilidade dos capitais próprios se fixou em 10,63 por cento no ano passado, ao registarem uma queda de 17 pontos de base e de 362 pontos de base, respectivamente, face ao ano precedente.
A evolução dos recursos de clientes registou um crescimento de 11,3 por cento, para 173 mil milhões de euros, para o qual "terá contribuído uma maior procura dos aforradores por produtos tradicionais", salienta a Associação.
Os bancos tiveram um desempenho positivo, nomeadamente na captação de depósitos a prazo e de poupança, como consequência da crise dos mercados de capitais que afectaram o comportamento dos produtos de desintermediação, sobretudo dos fundos de investimento, acrescenta a APB.
O volume de crédito concedido elevou-se a 277 mil milhões de euros em 2008, correspondendo a mais 12,4 por cento comparativamente ao ano anterior.
Por sua vez, as responsabilidades representadas por títulos ascenderam a 64 mil milhões de euros, mais 16,3 por cento, reflectindo o recurso das instituições à emissão de dívida titulada, nomeadamente através de programas de papel comercial, de EMTN (Euro Medium Term Notes) e de obrigações hipotecárias.
O resultado financeiro, com uma variação positiva de 8,4 por cento, apresentou uma recuperação da taxa de crescimento face a períodos anteriores, reflectindo o efeito volume de actividade (os activos financeiros médios aumentaram 12,4 por cento) dado que a margem financeira sofreu uma diminuição de 6 pontos de base.
O indicador de relevância dos custos no produto bancário, ou "cost-to-income", demonstra uma melhoria dos níveis de eficiência ao ter ficado 3,9 pontos pontos percentuais abaixo do ano anterior, com um valor de 50,65 por cento.
O activo líquido, que se elevou a 431 mil milhões de euros, registou um crescimento de 12 por cento face a 2007.
Já a rede bancária manteve a tendência verificada desde 2007, tendo aumentado em 294 balcões. O número de trabalhadores do sector cresceu também em 1.811, fixando-se em 54.189 empregados.
In "Jornal de Notícias"
