Terça-feira, Julho 25, 2006
Solidão - Chico Buarque
"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma".
Picado hoje do blog Cavalo Selvagem, numa curta e simples homenagem à minha mãe que tanto e tão mal adoro, pois merecia muito mais, contentando-se ela com tão pouco.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Oito crianças esfomeadas e violentadas por um casal de "iluminados" na França
As crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 17 anos, foram descobertas depois de uma delas ter sido vista a vasculhar caixotes do lixo à procura de alimentos.
Um casal muçulmano de "iluminados" afirmando agir em nome da religião foi detido em França por ter violentado e feito passar fome a oito dos seus filhos, nomeadamente um adolescente com apenas 22 quilogramas.
"Temos um iluminado, com um funcionamento que se assemelha ao de uma seita", explicou o procurador a quem foi confiado o processo em Perpignan (sul), Jean-Pierre Dréno, para qualificar o pai de família, precisando que a mãe partilhava as mesmas ideias.
"Isto vai muito para lá da prática religiosa rigorosa", acrescentou, rejeitando qualquer associação entre estas sevícias e a religião muçulmana.
As crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 17 anos, foram descobertas na casa do casal no sábado durante uma inspecção, depois de um deles, uma rapaz de 13 anos, que não pesava mais de 32 quilogramas para os seus 1,65 metros, ter sido visto a vasculhar caixotes do lixo à procura de alimentos em Banyuls-sur-Mer (sul).
"O adolescente, a tremer de frio, com vestígios de sangue na face, pés descalços, com frieiras, de uma magreza extrema, explicou que acabava de sofrer um castigo porque tinha roubado um punhado de açúcar em pó", indicou o procurador.
A mãe tinha-lhe batido com um pau. Duas das irmãs de 13 anos e meio e de 15 foram encontradas num estado igualmente lamentável, não pesando mais do que 22 quilogramas.
O pai de família de 49 anos, um vendedor ambulante de origem marroquina, e a mulher de origem eslava convertida ao Islão e mais velha um ano, afirmavam querer educar os filhos no estrito respeito da religião.
A família vivia na pobreza, "em autarcia, sem relação com os vizinhos", numa habitação social onde os investigadores não encontraram provisões de alimentos, segundo o procurador.
Os vizinhos falam de uma família "discreta" e dizem não ter suspeitado de nada.
"Eram pessoas fechadas consigo mesmas. Ele não dizia bom dia, ela era muito magra, branca, sem dentes..", declarou uma vizinha, Evelyne Galia.
Os pais explicaram que praticavam escrupulosamente a sua religião e achavam que se impunha um regime alimentar muito severo", precisou o magistrado. E quando as regras ditadas pelo chefe de família não eram respeitadas, avançavam os castigos corporais.
O pai explicou que o filho foi castigado porque precisava de ser reeducado por "ter o hábito de mentir". O facto de ter emagrecido era aliás "um bom sinal". Isso queria dizer que efectivamente lhe foi tirada a mentira que estava nele", acrescentou.
As mais velhas estudavam por correspondência "sob o controlo da mãe" em casa. Os pais tinham-nas tirado do colégio, recusando submeter-se à proibição em França do uso do véu na escola pública.
Este pai de família "diz o que lhe vem à cabeça", reagiu o instituto muçulmano da Mesquita de Paris. Lembrou que as crianças são dispensados do Ramadão, assim como os idosos e as mulheres grávidas.
Três dos oitos filhos que vivem no domicilio familiar, os mais magros, foram hospitalizados e os outros colocados num lar de acolhimento. Foi pedida uma perícia médico-psicológica para todas as crianças.
Um nono filho do casal, maior de idade, já não morava com os pais.
IN "Jornal de Notícias"
Um casal muçulmano de "iluminados" afirmando agir em nome da religião foi detido em França por ter violentado e feito passar fome a oito dos seus filhos, nomeadamente um adolescente com apenas 22 quilogramas.
"Temos um iluminado, com um funcionamento que se assemelha ao de uma seita", explicou o procurador a quem foi confiado o processo em Perpignan (sul), Jean-Pierre Dréno, para qualificar o pai de família, precisando que a mãe partilhava as mesmas ideias.
"Isto vai muito para lá da prática religiosa rigorosa", acrescentou, rejeitando qualquer associação entre estas sevícias e a religião muçulmana.
As crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 17 anos, foram descobertas na casa do casal no sábado durante uma inspecção, depois de um deles, uma rapaz de 13 anos, que não pesava mais de 32 quilogramas para os seus 1,65 metros, ter sido visto a vasculhar caixotes do lixo à procura de alimentos em Banyuls-sur-Mer (sul).
"O adolescente, a tremer de frio, com vestígios de sangue na face, pés descalços, com frieiras, de uma magreza extrema, explicou que acabava de sofrer um castigo porque tinha roubado um punhado de açúcar em pó", indicou o procurador.
A mãe tinha-lhe batido com um pau. Duas das irmãs de 13 anos e meio e de 15 foram encontradas num estado igualmente lamentável, não pesando mais do que 22 quilogramas.
O pai de família de 49 anos, um vendedor ambulante de origem marroquina, e a mulher de origem eslava convertida ao Islão e mais velha um ano, afirmavam querer educar os filhos no estrito respeito da religião.
A família vivia na pobreza, "em autarcia, sem relação com os vizinhos", numa habitação social onde os investigadores não encontraram provisões de alimentos, segundo o procurador.
Os vizinhos falam de uma família "discreta" e dizem não ter suspeitado de nada.
"Eram pessoas fechadas consigo mesmas. Ele não dizia bom dia, ela era muito magra, branca, sem dentes..", declarou uma vizinha, Evelyne Galia.
Os pais explicaram que praticavam escrupulosamente a sua religião e achavam que se impunha um regime alimentar muito severo", precisou o magistrado. E quando as regras ditadas pelo chefe de família não eram respeitadas, avançavam os castigos corporais.
O pai explicou que o filho foi castigado porque precisava de ser reeducado por "ter o hábito de mentir". O facto de ter emagrecido era aliás "um bom sinal". Isso queria dizer que efectivamente lhe foi tirada a mentira que estava nele", acrescentou.
As mais velhas estudavam por correspondência "sob o controlo da mãe" em casa. Os pais tinham-nas tirado do colégio, recusando submeter-se à proibição em França do uso do véu na escola pública.
Este pai de família "diz o que lhe vem à cabeça", reagiu o instituto muçulmano da Mesquita de Paris. Lembrou que as crianças são dispensados do Ramadão, assim como os idosos e as mulheres grávidas.
Três dos oitos filhos que vivem no domicilio familiar, os mais magros, foram hospitalizados e os outros colocados num lar de acolhimento. Foi pedida uma perícia médico-psicológica para todas as crianças.
Um nono filho do casal, maior de idade, já não morava com os pais.
IN "Jornal de Notícias"
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Justiça pede meio milhão em custas às famílias das vítimas de Entre-os-Rios
Familiares das vítimas da tragédia de Entre-os-Rios vão pedir a intervenção do Presidente da República e do Governo para serem libertados do pagamento de meio milhão de euros de custas no processo-crime relativo à queda da ponte.(...)
In Jornal de Notícias
In Jornal de Notícias
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Itália Sismo:
Berlusconi pede aos sobreviventes que encarem a situação como "um fim-de-semana no parque de campismo"
08.04.2009 - 09h18 Agências
O primeiro-ministro italiano voltou às declarações polémicas. Referindo-se às vítimas do sismo que na passada segunda-feira abalou a região centro de Itália e aos milhares de desalojados que estão provisoriamente acomodados em tendas, Silvio Berlusconi disse para encararem a situação como "um fim-de-semana no parque de campismo".
“Não lhes falta nada. Têm cuidados médicos, comida quente... Claro que o actual lugar de abrigo é provisório, mas há que encarar a situação como um fim-de-semana no parque de campismo”, respondeu Berlusconi à cadeia de televisão alemã N-TV.
O sismo já provocou pelo menos 272 mortos, entre os quais 16 crianças, segundo o mais recente balanço divulgado hoje pela Protecção Civil, citada pela agência Ansa.
O número de feridos é de cerca de mil) enquanto o total de pessoas desalojadas é já superior a 28 mil, de acordo com a agência italiana Ansa
Berlusconi prometeu ontem a reconstrução da região afectada pelo abalo. Depois de visitar a cidade de L'Aquila, comprometeu-se com as vítimas, anunciando a constituição de "fundos para garantir às vítimas hipotecas com taxas de juro mais baixas" e a determinação do Executivo em "proporcionar todos os recursos necessários" a uma população acossada pela crise financeira e pela Natureza, com a ajuda de todos os particulares que entretanto se mobilizaram.
O primeiro-ministro renunciou, porém, visitar pessoalmente as áreas mais atingidas da cidade de L'Aquila, ao contrário do que tinha anunciado anteriormente.
O Papa Bento XVI anunciou entretanto que se deslocará "assim que possível" ao local da catástrofe, informa a agência AFP.
Notícia actualizada às 19 e 41 in "PÚBLICO.PT"
08.04.2009 - 09h18 Agências
O primeiro-ministro italiano voltou às declarações polémicas. Referindo-se às vítimas do sismo que na passada segunda-feira abalou a região centro de Itália e aos milhares de desalojados que estão provisoriamente acomodados em tendas, Silvio Berlusconi disse para encararem a situação como "um fim-de-semana no parque de campismo".
“Não lhes falta nada. Têm cuidados médicos, comida quente... Claro que o actual lugar de abrigo é provisório, mas há que encarar a situação como um fim-de-semana no parque de campismo”, respondeu Berlusconi à cadeia de televisão alemã N-TV.
O sismo já provocou pelo menos 272 mortos, entre os quais 16 crianças, segundo o mais recente balanço divulgado hoje pela Protecção Civil, citada pela agência Ansa.
O número de feridos é de cerca de mil) enquanto o total de pessoas desalojadas é já superior a 28 mil, de acordo com a agência italiana Ansa
Berlusconi prometeu ontem a reconstrução da região afectada pelo abalo. Depois de visitar a cidade de L'Aquila, comprometeu-se com as vítimas, anunciando a constituição de "fundos para garantir às vítimas hipotecas com taxas de juro mais baixas" e a determinação do Executivo em "proporcionar todos os recursos necessários" a uma população acossada pela crise financeira e pela Natureza, com a ajuda de todos os particulares que entretanto se mobilizaram.
O primeiro-ministro renunciou, porém, visitar pessoalmente as áreas mais atingidas da cidade de L'Aquila, ao contrário do que tinha anunciado anteriormente.
O Papa Bento XVI anunciou entretanto que se deslocará "assim que possível" ao local da catástrofe, informa a agência AFP.
Notícia actualizada às 19 e 41 in "PÚBLICO.PT"
sábado, 4 de abril de 2009
Aviso
Relativamente ao post intitulado Economia Lucros dos bancos caíram para dois mil milhões de euros, e após alguns momentos de meditação (muito poucos, pois o assunto não merece mais) decidi deixar permanecer os 2 comentários de uma Maria Júlia que eu sei não ser Maria Júlia nenhuma, mas uma alma torturada, esquizofrénica, solitária, ignorante, etc, etc, que decidiu infernizar (sozinho ou acompanhado por mais uns engraçados)alguns blogs que por aí se encontram no mundo da net. Dá-lhe um gozo tremendo ver comentados os seus comentários, ou a pressa com que são retirados por serem tão ofensivos por vezes. Como no meu blog mando eu, eu não os apago. A mim dá-me um gozo diferente: sinto que não sou anormal e que gosto de mostrar a cara; que os comentários ficarão ali para a posteridade pois a pessoa que os colocou jamais se poderá esquecer que pelo menos 2 vezes na vida foi no mínimo parva e que nem animal irracional tapa focinho para atacar.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Mal respira mas tem de ir trabalhar 00h30m MARIA CLÁUDIA MONTEIRO
Rodrigo Pinto tem um enfisema pulmonar e problemas cardíacos que o impedem de trabalhar, nos últimos dois anos e meio. Perdeu direito ao subsídio de doença e, por isso, regressa ao trabalho na próxima segunda-feira.
Cansa-se com facilidade, não consegue pegar em pesos e os dias começam invariavelmente com uma batalha surda com ar que teima em não entrar nos pulmões. Razões para a baixa atestada pela médica de família, mas dificultada pela decisão da junta médica a que compareceu no início de Março.
Segundo os médicos da comissão de avaliação, Rodrigo Pinto, de 60 anos, morador em Rio Tinto, Gondomar, pode continuar em casa, sem trabalhar, mas por se encontrar com a situação clínica estabilizada não continuará a receber o subsídio de doença. Uma decisão mantida pela comissão de reavaliação, a que compareceu na última sexta-feira.
De acordo com as informações prestadas pela Coordenação Médica, e cedidas ao JN pelo Instituto da Segurança Social (ISS), a decisão baseou-se no questionário clínico feito a Rodrigo Pinto, no exame efectuado durante a junta médica e ainda na declaração do Hospital de S. João, segundo a qual "o doente apresenta-se em seguimento regular na consulta de Pneumologia com estabilidade clínica sob terapêutica".
"Qualquer pessoa percebe a minha dificuldade em respirar", indigna-se Rodrigo Pinto. "A médica só me auscultou e disse logo que estava bom", explicou. "Deve ter sido milagre", ironiza.
Perante a manutenção da suspensão do subsídio, Rodrigo decidiu voltar ao serviço na próxima segunda-feira. "E seja o que Deus quiser", diz baixinho. "É que sou um picheleiro dos baratos... Daqueles que fazem todo o tipo de serviço, quer faça chuva ou sol", contou, numa voz ofegante como se acabasse de subir um lanço de escadas. "Não posso ficar em casa sem os 350 euros de subsídio... Só em medicamentos gasto 70 euros por mês", disse. De acordo com o ISS, Rodrigo Pinto poderá vir a beneficiar de outras prestações sociais, como o Rendimento Social de Inserção. Mas para já, o picheleiro nem quer ouvir falar dessa possibilidade. Alimenta ainda a esperança de que o resultado dos exames, entretanto marcados pelo Hospital de S. João, justifiquem uma nova baixa remunerada.
Ninguém explicou de viva voz as possibilidades que Rodrigo Pinto tem para se manter em casa, beneficiando de alguma outra prestação social. E, na dúvida, o picheleiro regressa ao trabalho. "Eles ganham sempre", queixa-se.
In "Jornal de Notícias"
Cansa-se com facilidade, não consegue pegar em pesos e os dias começam invariavelmente com uma batalha surda com ar que teima em não entrar nos pulmões. Razões para a baixa atestada pela médica de família, mas dificultada pela decisão da junta médica a que compareceu no início de Março.
Segundo os médicos da comissão de avaliação, Rodrigo Pinto, de 60 anos, morador em Rio Tinto, Gondomar, pode continuar em casa, sem trabalhar, mas por se encontrar com a situação clínica estabilizada não continuará a receber o subsídio de doença. Uma decisão mantida pela comissão de reavaliação, a que compareceu na última sexta-feira.
De acordo com as informações prestadas pela Coordenação Médica, e cedidas ao JN pelo Instituto da Segurança Social (ISS), a decisão baseou-se no questionário clínico feito a Rodrigo Pinto, no exame efectuado durante a junta médica e ainda na declaração do Hospital de S. João, segundo a qual "o doente apresenta-se em seguimento regular na consulta de Pneumologia com estabilidade clínica sob terapêutica".
"Qualquer pessoa percebe a minha dificuldade em respirar", indigna-se Rodrigo Pinto. "A médica só me auscultou e disse logo que estava bom", explicou. "Deve ter sido milagre", ironiza.
Perante a manutenção da suspensão do subsídio, Rodrigo decidiu voltar ao serviço na próxima segunda-feira. "E seja o que Deus quiser", diz baixinho. "É que sou um picheleiro dos baratos... Daqueles que fazem todo o tipo de serviço, quer faça chuva ou sol", contou, numa voz ofegante como se acabasse de subir um lanço de escadas. "Não posso ficar em casa sem os 350 euros de subsídio... Só em medicamentos gasto 70 euros por mês", disse. De acordo com o ISS, Rodrigo Pinto poderá vir a beneficiar de outras prestações sociais, como o Rendimento Social de Inserção. Mas para já, o picheleiro nem quer ouvir falar dessa possibilidade. Alimenta ainda a esperança de que o resultado dos exames, entretanto marcados pelo Hospital de S. João, justifiquem uma nova baixa remunerada.
Ninguém explicou de viva voz as possibilidades que Rodrigo Pinto tem para se manter em casa, beneficiando de alguma outra prestação social. E, na dúvida, o picheleiro regressa ao trabalho. "Eles ganham sempre", queixa-se.
In "Jornal de Notícias"
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